Após debaterem em como lidar com Sara, eles seguem novamente ao quarto.
Talia abre a porta em seguida entram, Kaida começa a tentar chamar a atenção da fantasma: -Senhorita Sara, você pode nos dar um sinal de sua atenção?
A cama dá uma leve chaqualhada quando novamente a voz da garota ressoa de forma assombrosa, mas compreensível desta vez: -Saiam desse cômodo.
Talia resmunga: -Agora ela fala palavras. E ainda é malcriada.
Ethan olha para sua amiga com um olhar sério e sussurrando bem baixo: -Não começa a botar lenha na fogueira.
Kaida continua: -Olha garota, nada pessoal e nem contra os espíritos ou fantasmas que assombram lugares, mas pelo que eu li na sua fixa, você não costumava ser assim e olha que pesquisamos muitos casos de poltergeist e assombrações antes de voltarmos e sabemos como foi horrível a forma que seus pais te negligenciaram e com sua situação de falecimento, mas só porque um coisa ruim aconteceu e te afetou, não quer dizer que você não pode mudar e talvez reverter a situação.
A jovem não responde e começa a reagir no quarto novamente, ela em seguida levita um quadro que tinha em seu quarto e faz ele reagir sendo usado como uma espécie de portal. Ela sai de dentro se contorcendo toda para sair parecendo um boneco de pano ou um monstro das profundezas mais obscuras do submundo.
Sara tem uma aparência fantasmagórica, com cabelos longos e pretos sua pele pálida tendo olhos assustadores, sem pupilas que ficam cobertos por seu cabelo e vestindo uma camisola de manga curta, sua voz soava meio roca e sonolenta.
Sara observa os rostos incrédulos como a forma que resolveu assumir um corpo físico e questiona: -Por que essas caras? Nunca viram ninguém parecido comigo na vida?
Ethan: -É.... É.... É... que... que.... que nós esperávamos uma... uma... Uma... forma menos desnutrida e menos ca ca cavernosa.
Kaida responde: -Mas está tudo bem, tipo... ficamos um pouco assustados, né. Você aparece desta forma.
Sara questiona: -Tudo bem, mas o que vocês costumam fazer aqui na minha velha casa?
Talia: -Nós costumamos armar nossas brincadeiras, conversar e até estudar, já que todo grupo de crianças tem uma espécie de clube secreto onde costumam fazer algazarras e não atrapalhar as pessoas.
Kaida responde: -Se quiser se juntar ao nosso grupo está bem-vinda, afinal nós entramos na sua casa sem pedir sua autorização, começo de conversa.
No dia seguinte.
Talia e seus colegas estavam em uma excursão de Arqueologia da sua escola, eles observam os arqueólogos escavando as construções dos povos antigos e achando alguns artefatos: uma taça, um escudo, uma tábua de escritos antigos.
Porém, em um dos locais de escavação Talia, Ethan e Astrid observam o que o arqueólogo escavava, Ethan questiona: -Que artefato interessante, não parece ser de nem um guerreiro antigo ou um artefato de um rei ou alguma coisa que conte o passado da civilização?
Arqueólogo: -Olha, para ser sincero nem eu sei o que é. Parece mais uma estátua alienígena que os antigos Maias esculpiram após seu contato com seres do exterior do nosso planeta.
Astrid questiona: -Mas já estão em fase de descoberta de que espécie que fez contato com eles?
Arqueólogo: -Sim, mas ainda estamos buscando mais artefatos para descobrirmos mais.
O artefato era semelhante a um aracnídeo feito de metal orgânico líquido.
Talia esbarra no artefato, o fazendo cair e escorregar para um canto um pouco longe.
O aparelho liga demostrando um comportamento animal, ele se camufla e rasteja até uma pedra enorme para se esconder e ele observa Talia voltando para o ônibus. A criatura segue a garota e se esconde em sua mochila que tinha deixado meio aberta.
De volta em sua casa, Talia se arruma e seu pai Dimitri questiona: -Como foi a excursão?
Talia deixa a mochila no seu quarto e pega algumas coisas para levar para o casarão, ela acaba pegando o artefato alienígena junto e colocando em uma bolsa de mantimentos e emergências. Coloca um caderno e um conjunto de caneta e lápis, pois iriam começar uma seção de conversa para entender como Sara mudou drasticamente seu comportamento de quando estava viva.
Chegando no local, ela se anuncia para não incomodar a jovem Sara: -Cheguei espero que os outros já estejam por aí (apresar de que não me impressionaria se já tivessem chegado).
Ela deixa a bolsa perto de uma poltrona e enquanto Talia procurava seus amigos ou chamava a atenção de Sara, a criatura aracnídea sai da bolsa e sobe rapidamente no teto. Talia ouve pequenos passos rápidos, de algo sapateando na sala. Ela em seguida vai até o quarto de Sara a sua procura, ela bate na porta e em seguida abre, podendo ver a garota flutuando em sua cama como se estivesse sentada.
Sara ouve a porta abrindo e se teleporta para a entrada falando: -Olá Garota, o que veio fazer em meu domínio.
Talia responde: -Eu trouxe algumas coisas para analisarmos e hoje farei uma seção de psicologia com você.
Sara responde: -ótimo, o que você trouxe pra fazer todo esse plano?
Talia responde listando seus mantimentos: -Bom: lápis, caneta, caderno, algumas coisas para emergência e mantimentos.
Sara comenta: - O que seria coisas para emergência?
Talia responde: - Caso precisemos ajudar com ferimentos em meio a todo o problema e trajetória que fizéssemos.
Sara sorri e comenta: - ferimentos? Para você né?
Talia sorri responde apenas com um joinha.
Sara fala: -Ei, aparentemente há um artefato de mais de novecentos anos, atrás de você.
Elas olham para a parede do corredor e vem um ser semelhante a uma aranha correndo até Talia.
Elas observam a criatura por um tempo e questionam uma para a outra, com Talia comentando: -Parece um brinquedo de fricção que eu a tinha. Talia se aproxima para olhar mais de perto quando a criatura pula na jovem.
Talia entra em choque e fica se debatendo, tentando achar uma forma de retirar essa criatura de seu rosto. Enquanto Sara não podia fazer muita coisa, já que ela não podia tocar em coisas solidas e quando tem meio de segurar objetos, ela primeiro tem que deixar sua forma física menos transparente, permitindo que consiga tocar em alguns objetos, porém nesse caso, Talia estava muito agitada com o ocorrido.
Depois de muito se debater, Talia cai desacordada, Sara se aproxima de Talia, mas nada pode fazer, apenas observar. Minutos depois do desespero de Talia, o artefato sumiu.
Talia acorda e pergunta a Sara: A criatura sumiu? Sara nota que atras de seu pescoço havia uma espécie de tatuagem em forma de aranha
Sara comenta: -Ham... Talia, você notou a tatuagem no seu pescoço? Bem, atrás dele pelo menos?
Talia balança a cabeça negando e comenta, não tenho olhos nas costas. Sara pega dois espelhos de seu quarto um grande e um espelho menor, e como se fosse um cabelereiro mostrando o corte de cabelo no pé da cabeça, mostra as costas de Talia.
Talia arregala os olhos respira fundo e diz: -Pelo menos com a manopla da Kaida é fácil de esconder e mentir, mas isso, isso é diferente e eu não tenho cabelo mito longo como você.
Sara sorri e comenta: -Parece que sua consulta, doutora Talia vai ter que ser reagendada e teremos que resolver seu problema parasitário.
Talia ouve uma voz berrando: -EU NÃO SOU UM PARASITA!
Talia se espanta questionando: - Quem disse isso? Sara eu sei que alguns fantasmas e espíritos conseguem engrossar a voz para amedrontar suas vítimas, mas não projeta vozes assim sem que seja em uma hora melhor para brincar disso.
Sara responde: -Por pior que pareça, não fui eu. Quando projetamos as vozes, o som costuma ecoar em tons fino e grave, parece que esse organismo tecnológico está começando a reagir, após fazer uma espécie de simbiose ou parasitar o seu corpo.
Talia tenta uma maneira de retirar a criatura de dentro do seu corpo dizendo: -Sai de mim, tira essa coisa por favor AGORA SAI!!!
A criatura novamente responde: -Eu me juntei a você, não tem como você me retirar; e para de coçar minha forma adaptada do seu corpo isso vai irritar sua pele e não vai te ajudar.
Talia, depois de ouvir que não teria como retirar o a criatura simbiótica de seu corpo, aceita ficar unida ao alienígena. Ela responde: -Tudo bem, vamos trabalhar juntos, mas para começo de conversa como você funciona? Você veio com um manual de instrução ou algo assim?
A criatura responde: - Sou um ser biológico, não um robô que você acabou de tirar da caixa.
A criatura mostra memorias de seu planeta, os olhos de Talia ficam azuis e vários códigos surgem em seus olhos, ao terminar ela compreende toda a biologia da espécie da criatura e em seguida responde: -Valeu! Agora eu entendi quem é sua espécie, mas e seu nome ou numeração categórica, pois se sua espécie é de robôs bi orgânicos, vocês devem uma numeração designada.
A criatura responde: - Sou nomeado de Umbra - Shadow-IV.
Talia: -Umbra, Shadow calma o que?
Umbra: -Me chama de Umbra pra simplificar.
Sara comenta: - Ótimo assim não precisamos falar seu número de série e fabricação.
Talia questiona: -Beleza. Sua espécie não está te procurando ou te caçando? Não sei, vai que você é um foragido ou um criminoso que cometeu algum ato horrível em seu planeta ou algo assim.
Umbra: -Olha garota.
Talia corrige Umbra: -Talia
Umbra continua seu raciocínio: -Ótimo, também já tenho seu nome, isso me ajuda também. Eu fui designado para tentar conquistar esse planeta, mas em meio a queda na atmosfera do seu planeta, minha capsula foi danificada e um dos nativos do lugar onde eu caí me achou. Tentei me ligar a um deles, mas a queda tirou boa parte da minha energia e não tinha o suficiente para me conectar. Os nativos me entregaram para me analisar e possivelmente dissecar meus circuitos e ligamentos. Eu usei minhas últimas forças para tentar me defender, porém os nativos, vendo minha agressividade e que minha carcaça com pouca energia não serviria, me descartaram. Se passaram milhares de anos até você me achar.
Coçando atras de sua cabeça e rindo Talia responde: -Olha... Não foi eu que te achei pra começo de conversa, os arqueólogos que te escavaram. Eu só esbarrei fazendo você cair e você me seguiu até aqui, então tenho só parte da culpa.
Sara questiona: -Mas vem cá, você não tem forma física? Porque, sem ofender a minha amiga, mas parece que tô conversando com um esquizofrênico maluco que está falando com as outras personas mentais.
Umbra: -Claro, posso formar com minhas nano máquinas e estruturar um corpo físico.
Umbra começa a estruturar patas e um corpo aracnídeo e sai das costas de Talia.
Umbra desce até a perna esquerda de Talia e sobe em seu ombro e questiona: -Assim é melhor?
Sara responde: -Muito obrigado.
Sara volta a flutuar em uma posição deitada.
Umbra observa de forma mais detalhada para Sara e questiona: -amiga sua?...
Talia acena dizendo que sim e Umbra continua sua análise: -Ela parece meio morta.
Sara responde de forma um pouco rude: -O projeto de inseto de brinquedo, eu já tô morta a um bom tempo.
Umbra reclama: -Ela me chamou de inseto você ouviu.
Talia responde: -Ela só enfatizou o que você é, gênio. Seu chip de memória não processa ironias ou piadas agressivas.
Umbra fica meio sem jeito com a resposta: -ÉÉ.... Não. Bom eu não aprendi muitos costumes humanos ou das espécies que residem na terra atualmente.
Sara responde: -Então comece se atualizando, pois se passaram milhares de anos.
Talia questiona: -Olha, porque você não usa sua memória acelerada pra conseguir informação de todos os milhares de anos?
Umbra responde: -Humm... Boa ideia.
Umbra usa seu supercérebro de computador para pesquisar o máximo de informações para se atualizar.
Depois de uns quatro minutos esperando Umbra finalmente dá uma resposta: -Ok é muita informação pra eu entender de primeira, mas eu entendi que diferentes raças vieram morar na terra durante esses milênios e essas espécies tiveram filhos e seus descendentes tiveram características de sus pais ou semelhantes, exceto em situações de subespécies.
Talia afirma: -Sim você acertou tudo.
Sara questiona: -Quando seus amigos vão chegar?
Talia responde: -Olha, não sei por que tanta presa. Meus amigos têm muita coisa pra fazer, o Ethan tem que cuidar da irmã dele, a Kaida está bem atarefada hoje e você não pode fazer muito, já que nunca sai da própria casa.
Sara ajeita umas das mechas do cabelo respondendo:-É complicado.
Talia ri e exclama: -Garota tu não sai nem desse quarto, quem dirá pra fora da casa. Eu vou pro quintal, se você tiver coragem para sair é porque realmente dominou e enfrentou seus problemas.
Talia sai do quarto e vai para o quintal atras do casarão.
Talia: -Tudo bem. Como você ativa as suas formas ou trajes?
Umbra: -Olha, pra começar meu hospedeiro precisa escolher nas milhares de funções do próprio traje básico.
Talia responde: -Ok, me mostra a lista de funções e trajes.
Umbra abre um holograma mostrando vários trajes. Um traje tático e simples chamou a atenção de Talia. Ela o escolhe e Umbra começa a formar o traje feito de nano máquinas. O traje surge em um cinza prateado, com o símbolo de aranha de Umbra em seu peito e uma máscara que cobre o rosto todo. Umbra questiona: -Gostou do traje?
Talia se mexe um pouco para se adaptar e entender a funcionalidade do traje.
Ela golpeia o ar testando alguns golpes e em seguida ela questiona: - tem algum traje ou função que possamos atingir longas distancias?
Umbra transforma seu braço em uma espécie de chicote com uma garra na ponta.
Talia observa o equipamento e comenta: - Interessante um chicote com uma garra e uma função de eletro imas.
Ela joga a ponta em cima de uma arvore próxima e tenta escalar.
Talia também observa que a máscara do traje tem um visor tecnológico, que analisa e informa certos detalhes de objetos e outras coisas.
Talia desce e pergunta:-E se formos atacados? Tenho certeza de que não será só sua durabilidade extraordinária que vai me salvar de minhas encrencas.
Umbra: -Não tema Umbra está aqui.
Umbra começa a formar um traje mais resistente e com mais força.
Com a aparência do traje tendo uma musculatura maior que o traje básico
Talia observa o traje e comenta: -Humm.... ótimo!
Umbra responde: - Garota, eu tenho um arsenal de milhões de trajes e se um de seus amigos tiver problemas, você tem armas a armaduras a sua disposição é só me pedir.
Talia observa que Sara estava vendo toda a situação da conversa entre a garota e o alienígena.
Umbra retira a máscara para a garota observar sua amiga com mais clareza.
Ela vê Sara saindo da janela e saindo da casa e indo para o quintal
Com a mão no rosto para cobrir o sol de seus olhos Sara reclama: -É tão claro assim aqui fora?
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